(DE)TOUR DE FORCE
27-09-25
L’Occulta – C/ de Vistalegre, 18, Raval, Barcelona
Jogo da Guerra, simultâneo com multiplicação de perspectivas, que acontece em três lugares distintos de uma mesma rua, além de percorrer seus arredores, é uma obra em três partes. Com inspiração no jogo homônimo de Alice Becker-Ho e Guy Debord, e dos protestos de Maio de 68 que este ano completam 50 anos, Jogo da Guerra trata de nosso tempo atual e do que podemos fazer nas ruas deste maio de 2018.
23º Debate Público (nome artístico) / Jogo Ágora (nome completo), do ERRO Grupo, que estreou no dia 25 de outubro no Senadinho em Florianópolis, é uma peça ou debate, peça-debate ou debate-peça, dependendo do posicionamento das pessoas em jogo ou de sua preferência de posição, até, nesse jogo de palavras (e representação). A obra é fruto da pesquisa do ERRO, que em 2017 completa 16 anos de atuação com seus trabalhos que envolvem performance, teatro de rua e intervenção urbana, que iniciou o processo específico para a peça em 2015.
Geografia Inutil… não jogamos, isso não é uma peça, é um concerto, um show. A terra que traz identidade, construções culturais e/ou herança, é separada por linhas, faixas e fronteiras, mas unificada dentro do globo. Uma das implicações da globalização é a justaposição cultural, onde o que é verdadeiro também é falso. Geografia Inutil… visa olhar para o vazio de estereótipos culturais.
Quatro ruas. Quatro situações. Escolha a sua posição.
Em HASARD quatro situações contaminam umas às outras, utilizando a aleatoriedade como operação, possibilitando diferentes desdobramentos das ações, através das diferentes formas de jogo que o grupo propõe aos transeuntes durante a intervenção. As ações percorrem todo um quarteirão e o público terá sempre que se posicionar para acompanhar os desenlaces das tramas propostas.
O corpo, como sustenta Foucault, é um lugar prático e direto de controle social, em a História da Sexualidade, o filósofo salienta que por meio da organização e regulamentação do tempo, espaço e dos movimentos de nossas vidas cotidianas, nossos corpos são treinados, moldados e marcados pelo cunho das formas históricas predominantes de individualidade, desejo, masculinidade e feminilidade, tornando-se corpos dóceis cujas forças e energias estão habituadas ao controle externo.
O ERRO queria fazer um churrascão. Preparou tudo, espetinhos (que eram exatamente carne contra-filé, cebola, tomate e pimentão), cerveja, refrigerante, pinga, limão, farinha, pão, tijolos, grelha, carvão, e colocou tudo em duas caixas de isopor nos carros para sair pelas ruas em busca de um homenageado. Pois, o grupo não queria fazer o churrascão sozinho, queria homenagear alguma pessoa em sua própria residência.
Carga Viva não oculta o público, nem o espaço em que se desenvolve. O espetáculo é permeado pela pesquisa do ERRO de valorizar a comunicação efetiva entre atores e público, apropriando-se do espaço urbano, incluindo o espectador na ação e buscando um diálogo de igual para igual entre todos estes elementos.
À Margem, tem como base de concepção o preenchimento do espaço vazio, pelo essencial: o ator. Os três atores trabalham, cada um, com um objeto/arma (lanterna, revolver e garrafa) e são iluminados por apenas um foco de luz retangular. Isto resulta em uma performance intimista, e centralizada nas ações, para um contato visceral com o público. O ator em questão realiza ações físicas violentas.