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Formas em POA!

Apresentação de Formas de Brincar em Porto Alegre pelo 3o. Festival de Teatro de Rua nos dias 08, 09 e 10 de abril. Confira os locais e horários das apresentações, além da programação completa do festival que terá apresentações, workshop, seminários e exposição.

08 abril – 17h40 – Rua da Praia/Ladeira
09 abril – 15h – Restinga/Praça da Esplanada
10 abril – 16h40 – Brique da Redenção

Formas de Brincar resulta da pesquisa acerca do jogo como impulsionador da ação cênica que, neste trabalho, tem como foco o jogo tradicional e popular das Cinco Marias sob a ótica do sistema de objetos e a reitificação do corpo como mero objeto estético. Através de sua linguagem híbrida, oriunda do teatro e da performance, o grupo se propõe, a tratar da objetificação estética e disciplinadora do corpo humano, explorando a rua como campo de um jogo específico e, por conseqüência, influenciado por uma série de outros jogos populares.

23-09-10 - Florianópolis

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Foto Júlia Amaral

Sobre o 3o. Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre

“Será que o teatro de rua estaria apartado da contemporaneidade?” É à luz dessa pergunta que estabelecemos as bases da 3º Edição do Festival. Assim consolidamos pontes entre o tradicional e o contemporâneo, no entanto do ponto de vista da criação cultural, ambas podem estar entre a experimentação inovadora e critica e a repetição conservadora. Ambicionamos ultrapassar a questão e transitar nos contextos do saber dentro das mutações contemporâneas. objetivamos ampliar as fronteiras da teoria para diagnosticar sistemas de saber no Teatro de Rua nos processos contemporâneos e na fisionomia da cena de rua em Porto Alegre.

No Centro de Porto Alegre, uma pessoa pergunta intrigada: “O que está acontecendo na cidade que há tanta coisa bonita nas ruas?”. Em uma praça um homem comenta observando uma apresentação: “É a primeira vez que eu vejo as pessoas olharem para o alto”.  Na esquina democrática, um casal de amigos mantinha o seguinte diálogo: “O problema é que teatro é muito caro” e “Mas eu vou, porque fazem muitas promoções, dá para ver peças a R$ 5,00 e R$ 10,00, ou como essa de graça”. Bem-vindo ao Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre!

“É um exercício de sociabilidade e democracia. Há várias manifestações ao mesmo tempo, um executivo fica lado a lado com um garoto de rua. Pessoas vão agradecer por essa surpresa e outra vão xingar os atores. O espaço ganha outro significado”, defende o coordenador-geral do festival, Alexandre Vargas, também diretor do grupo Falos & Stercus.

O festival, que começa nesta sexta e segue até o dia 12 de abril, é dedicado à memória do jornalista do Jornal do Comércio e dramaturgo Helio Barcellos Jr., que faleceu nesta segunda e se dedicou intensamente ao teatro.
Com espetáculos, seminários, workshop com diretor Marcelo Bones (com inscrições encerradas) e o lançamento do livro Teatro de Rua: a primeira década do terceiro milênio, do professor e diretor teatral carioca Licko Turle e da pesquisadora Jussara Trindade, a mostra realiza sua terceira edição e ganha fôlego.

O evento parte da questão: “Será que o teatro de rua estaria apartado da contemporaneidade?”, levantada na edição anterior, por uma das maiores especialistas no assunto, Rosyane Trotta. “Esse é um diálogo que se estabelece entre as edições e para tentar responder esta questão vamos debater o contexto que se desenvolve o saber”, explica Vargas.

Para tal, o festival agrega um panorama, nesta edição, muito mais amplo que na anterior, do Teatro de Rua nacional. Ao total, foram 130 inscrições de 13 estados, quase o dobro de inscrições comparado com o ano passado, quando recebeu 70 propostas.

Em 2011, são 30 espetáculos, de 10 grupos, sendo seis do Estado e dois do Ceará, São Paulo e Santa Catarina. “Mais do que isso, há uma variação de propostas e linguagens. Mescla grupos com anos de estrada e outros mais recentes; alguns mais tradicionais e outros que buscam explorar novas possibilidades”, conta Vargas.

Foram selecionados os seguintes grupos: Carroça de Mamulengo (CE), com o espetáculo Histórias de teatro e circo, uma síntese dos momentos vivenciados pela família Gomide, nos seus 36 anos de montagens; Nóis de Teatro (CE), com Sertão.Doc, que experimenta novas linguagens, referência na periferia de Fortaleza; Cia Dos Pés (SP), com o espetáculo Casca de nós, que utiliza dança e teatro em suas montagens utilizando recursos como as técnicas de escalada esportiva; Erro Grupo (SC), com Formas de brincar, que desde 2001 experimenta a arte como intervenção no cotidiano das pessoas.

Os grupos do Estado são: De Pernas Pro Ar (Canoas), com O lançador de foguetes, que no festival passado surpreendeu o público com o espetáculo Automákina; Caixa Preta (POA), com Mãe coragem, comprometido com os movimentos e a inclusão do negro do Estado; Teatro VagaMundo (Santa Maria), com La Perseguida, que tem como foco principal a figura do palhaço; Cia Stravaganza (POA), com Sacra Folia, já bastante conhecido dos gaúchos; Teatral Manjericão (POA), com O dilema do paciente, que usa diferentes técnicas do teatro popular como clown, a Commedia Del’arte e o teatro de máscaras, e para finalizar, o grupo autodenominado anarquista, a Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela (POA), com Árvore em fogo.

“Com este panorama, o público vai poder, por exemplo, observar as diversas formas de encenar uma peça de Bertolt Brecht”, diz Vargas, se referindo aos espetáculos Mãe coragem e Árvore em fogo que utilizam como referencial o dramaturgo. Além disso, como uma das propostas é discutir a produção de teatro de rua, haverá também seminários com nomes de referência nesta área como o filósofo Peter Pál Pelbart, a psicóloga social reconhecida no campo das representações sociais, Sandra Jovchelovitch, e Óscar Cornago, especialista em teatro contemporâneo (inscrições na Coordenação de Artes Cênicas – Erico Verissimo, 307). O evento termina com o lançamento da obra literária aliada à esperada avaliação de Rosyane Trotta acompanhada do jornalista e crítico Kil Abreu.

As apresentações dos espetáculos serão realizadas na próxima sexta em diversos pontos da Rua dos Andradas, a partir das 16h50min; no sábado (9/4) em praças da Capital e no domingo (10/4) no Brique da Redenção.

Fonte: www.ftrpa.com.br.

Fonte: Michele Rolim – Jornal do Comércio